21 de novembro de 2009

Dizeres

Meu riso é a tristeza que eu ainda não contei
As noites de frio insuportável eram-me as mais doídas
A isolação é refúgio para quem busca respostas
Eu não conseguia desvendar o enigma da minha vida
A escuridão melancólica trazia um imenso vazio
À beira do abismo profundo da agonia
Começa com a dor e termina com a esperança
Minha alma clama por redenção
Há uma razão para tudo isso
Mas eu ainda acredito na imortalidade dos sentimentos
Encontre em mim o seu porto seguro
Traga-me a paz do seu abraço
E o encanto da luz que irradia seus olhos
Você já faz parte de mim.

11 de novembro de 2009

Transluzente

Se vieste auferir meus medos incontidos
Tomando-os para ti
Talvez enfraqueça-te o luzir
Te fazendo desistir
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Já me acostumei com o não entusiasmar
Por me ser transcendente
Esse ajudar o convicto incontestável
Uma alma evadida no tempo que inerente
Alma inextinta, quando presente, evasiva
E não compreendida
É preciso palavras inauditas
Que persuam o cético pessimista
Enquanto isso, se vive inibido no impróprio
Com a certeza do incerto que virá
E na espera de que algum dia
Essa luz irradiante consiga
Transluzir o fosco desgastado.