30 de outubro de 2011

Prolixo

O tempo se encarregou de levar
Toda sua alegria jovial
Dos tempos em que havia esperança

Todo o sofrimento vivido
Deixou um estigma estampado em sua alma


As veredas do destino o rege para o desconhecido
Leve-o de volta ao passado, onde tudo começou
Ele deplora pelos erros cometidos
Anseia por um recomeço


O silêncio repousa e a calmaria permite ouvir
O vento fúnebre que assopra o medo para perto


Caminhe até o alto das montanhas
Respire fundo o ar que vem dos céus
Encontre forças para continuar
Existe algo bem maior que lembranças tristes.

21 de novembro de 2009

Dizeres

Meu riso é a tristeza que eu ainda não contei
As noites de frio insuportável eram-me as mais doídas
A isolação é refúgio para quem busca respostas
Eu não conseguia desvendar o enigma da minha vida
A escuridão melancólica trazia um imenso vazio
À beira do abismo profundo da agonia
Começa com a dor e termina com a esperança
Minha alma clama por redenção
Há uma razão para tudo isso
Mas eu ainda acredito na imortalidade dos sentimentos
Encontre em mim o seu porto seguro
Traga-me a paz do seu abraço
E o encanto da luz que irradia seus olhos
Você já faz parte de mim.

11 de novembro de 2009

Transluzente

Se vieste auferir meus medos incontidos
Tomando-os para ti
Talvez enfraqueça-te o luzir
Te fazendo desistir
#
Já me acostumei com o não entusiasmar
Por me ser transcendente
Esse ajudar o convicto incontestável
Uma alma evadida no tempo que inerente
Alma inextinta, quando presente, evasiva
E não compreendida
É preciso palavras inauditas
Que persuam o cético pessimista
Enquanto isso, se vive inibido no impróprio
Com a certeza do incerto que virá
E na espera de que algum dia
Essa luz irradiante consiga
Transluzir o fosco desgastado.

18 de outubro de 2009

Quem?

Eu sou a remanescência do meu passado
Sou o medo encorajado de meus tormentos
Trago comigo a dor corrosiva enrustida em meu peito
Sou um pouco da vida, um tanto da morte
Eu sou a estância das razões do meu ser e ainda estar
Sou ainda o não entender do meu compreender.

5 de maio de 2009

Longe Daqui

Há tanta coisa ainda pra viver
Tantos caminhos a serem escolhidos
Regresse ao início quando for preciso
Vá! sua hora é agora

Esqueça os motivos que te prende aqui
Deixe o remorso para trás
Algo novo te espera distante desse lugar
Siga o mais longe que puder

Não carregue as lembranças do passado
Elas poderão te enfraquecer
O tempo te mostrará
Aquilo que antes você não podia ver

Diante seus olhos, novos mistérios
Dos quais você precisa desvendar
Sua intrepidez te manda seguir
Vá! é tempo de descobertas.